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"Uma noite,sentimos um delicioso perfume.
Intimamente, achei que era o mesmo que Meimei
costumava usar. Surpreendi-me quando percebi
que o corredor ia se iluminando aos poucos,
como se alguém caminhasse por ele portando
uma
lanterna.Subitamente, a luminosidade
extinguiu-se.Momentos depois, a sala
iluminou-se novamente. No centro dela, havia
como que uma estátua luminescente. Um
véu
cobria-lhe o rosto. Ergueu ambos os braços
e,
elegantemente, etereamente, o retirou, passando
as mãos pela cabeça,fazendo cair
uma cascata
de lindos cabelos pretos, até a cintura.
Era Meimei.Olhou-me, cumprimentou-me e
dirigiu-se até onde eu estava sentado.
Sua
roupagem era de um tecido leve e transparente.
Estava linda e donairosa! Levantei-me para
abraçá-la e senti o bater de seu
coração
espiritual. Beijamo-nos fraternalmente e ela
acariciou o meu rosto e brincou com minhas
orelhas, como não podia deixar de ser.
Ao
elogiar sua beleza, a fragrância que emanava,
a elegância dos trajes, em sua tênue
feminilidade, disse-me:
- "Ora, meu Meimei, aqui também nos preocupamos
com a apresentação pessoal! A ajuda
aos nosso
semelhantes, o trabalho fraterno fazem-nos mais
belos e, afinal de contas, eu sou uma mulher!
Preparei-me para você, seu moço!
Não iria
gostar de uma Meimei feia!"
Texto de Arnaldo Rocha
Trecho do livro "Chico Xavier -
Mandato de Amor" União Espírita
Mineira Belo Horizonte, 1992
Materialização de Meimei
Ilustrada por Joaquim Alves
Federação Espírita do Estado
de São Paulo. |
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